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Entrevista à Presidente da CMS, Rosa Palma

«QUEREMOS QUE O VISITANTE SE SINTA NUM LUGAR MÁGICO»

Rosa Palma, Presidente da CMS, considera a Feira Medieval de Silves uma referência no que toca a este tipo de eventos, quer em Portugal, quer na Europa e revela algumas das suas preocupações na preparação de mais uma edição, a XV.
Relações Públicas CMS (RP - CMS) – A Feira Medieval de Silves vai chegar à sua XV edição. Quinze anos a contar as “histórias” de Silves e dos seus ilustres habitantes de outros tempos. Como se faz para inovar numa situação destas e continuar a ter um evento de referência?
Rosa Palma (RP) – Silves nunca deixará de ter histórias e personagens para dar a conhecer. Temos um passado riquíssimo de acontecimentos e personagens, que nos revelam como se viveu, como se trabalhou, como se guerreou e até como se amou noutras épocas. E se nos faltarem as personagens reais, podemos sempre recorrer ao imaginário popular e recordar as lendas e histórias de mouras e príncipes, que sempre encantaram e continuarão a encantar. E acho que o caminho da inovação passa, precisamente, pela redescoberta e pelo recontar de todas estas memórias, de formas atrativas e únicas. Este ano, por exemplo, trabalhámos para que a animação fosse ainda melhor e mais espetacular que em anos anteriores, oferecendo aos visitantes momentos inesquecíveis, experiências que não conseguirão noutro lugar, pois não acredito que exista outro lugar onde a história, o património, a arquitetura se conjuguem de forma tão perfeita para nos transportar numa viagem no tempo.
Estes 15 anos serão marcados precisamente pela melhoria daquilo que oferecemos, pela melhoria na qualidade do espaço, que se pretende que sejam bem fruído e a melhoria na qualidade do que há na feira em termos de animação. O que queremos é que o visitante se sinta num lugar mágico e que se envolva em tudo o que acontece, porque é ele também um personagem da nossa história, daquela que vamos reviver.
RP - CMS – Ao longo destas edições, nomeadamente as últimas, têm sido introduzidas novidades, sobretudo, por exemplo, no que toca à melhoria da recolha de resíduos e sensibilização dos participantes e visitantes para esse facto. Vai continuar a apostar-se nesse sentido?
RP – Sim, sem dúvida, uma vez que temos o evento certificado como “Ecoevento” pela Algar desde há quatro anos a esta parte. Assim sendo, é nossa preocupação central sensibilizar quem vem à Feira para que use corretamente os recipientes do lixo e colabore na preservação do meio ambiente. Se todos colaborarem, os números relativos a resíduos que enviamos para reciclagem continuarão a aumentar e teremos um evento com uma pegada ecológica cada vez menor, Essa é uma forma de inovar, que efetivamente marca este 15º aniversário da Feira Medieval de Silves.
RP - CMS – A Feira Medieval de Silves é um dos grandes eventos da cidade. Qual a sua importância para o concelho?
RP – A Feira Medieval de Silves é um dos eventos âncora do nosso Município, um evento que nos permite simultaneamente abordar as questões ligadas à nossa história e património, fazendo a promoção turística do nosso território e promovendo ações de carácter cultural, que nos tornam um destino apelativo para diversos tipos de público. Ao mesmo tempo, permite que marquemos o panorama regional estival, época durante a qual todos os municípios procuram realizar eventos que possam atrair os visitantes que a região concentra. Para além disso, este acontecimento é aguardado pelos silvenses com expectativa, já que movimenta o tecido empresarial local, permitindo que o pequeno comércio e a restauração tenham uma dinâmica que dificilmente se consegue noutras ocasiões. Também as coletividades, que participam ativamente na feira, têm nela a oportunidade de gerar fundos muitíssimo úteis e importantes para o seu funcionamento e atividades. Por isso, a Feira Medieval de Silves é um evento de grande importância e significado para a autarquia.
RP - CMS – A Feira é a grande aposta da autarquia, em termos de eventos, mas a Câmara Municipal de Silves quer crescer e afirmar-se, não só pela sua história e património monumental, mas também pelo património imaterial. O que tem sido feito nesse sentido?
RP – Temos vindo a promover ações que, não apenas no Verão, mas também na época baixa, possam comprovar a capacidade de atrair do concelho. E não me refiro somente, como diz, ao património histórico e monumental, mas à gastronomia, aos produtos da terra e, sobretudo, àquilo que está profundamente enraizado em nós e que faz dos silvenses um povo generoso e aberto. Dou o exemplo dos vinhos que têm motivado diversas ações e que se agrupam na marca da autarquia “Vinhos de Silves” (o Jazz nas Adegas, que recomeçará me outubro próximo, com um novo formato e estrutura), da laranja, de que somos a capital (“Silves Capital da Laranja”, outra marca do Município), da caldeirada e do folar. Todos estes produtos são emblemas de nós mesmos e permitem-nos chegar a quem nos visita, motivando interesse e curiosidade e gerando receitas, que é muito importante para a economia local.
Este tipo de preocupação é central para nós e trabalhamos empenhadamente para que Silves seja, no panorama regional, uma marca forte, um símbolo de diferenciação e de afirmação de genuinidade. Porque é isso que faz a diferença!
RP - CMS – O evento tem uma dimensão e uma estrutura bastante grande e autarquia faz um trabalho de grande monta para que ele continue a ser uma referência. Como é que se trabalha para atingir esse objetivo?
RP – Contamos com muitos apoios, que desde já agradeço, pois são um importante contributo para a organização de custos da Feira Medieval. A todos os que nos patrocinam e que são nossos parceiros media, o meu muito obrigada!
O mais importante apoio que temos é o do simples cidadão que vem ao evento, que participa e que se nos dirige e nos dá uma palavra de estímulo, pois é para ele que trabalhamos e damos tudo o que temos de melhor para pôr de pé este evento!
Este evento envolve largas dezenas de funcionários e esse é, também, um grande apoio, pois é o seu esforço e o seu empenho que permite que tudo corra “sobre rodas” e que o visitante possa desfrutar de um cenário perfeito para viver uma aventura como a que habitualmente propomos. O staff da autarquia durante longos meses prepara a Feira Medieval de Silves, gastando longas horas na conceção de tudo o que a ela está associado e é preciso reconhecer e agradecer aos que trabalham longas horas, sem serem vistos, mas cujo trabalho é determinante para o sucesso desta ação!
Artistas, coletividades, artesãos e taberneiros também são fundamentais e são o toque da varinha de condão, que permite que a magia aconteça perante os olhares de todos nós.
E é neste espírito de criação de sinergias que se trabalha para se poder montar este evento. Se não for assim, nada acontece e nada terá sucesso. Portanto, é esse o espírito que se pretende afirmar: em colaboração, crescendo juntos, temos mais uma história de sucesso para contar sobre Silves e sobre este evento, eu revela a nossa natureza, de gente amável que sabe acolher, mas aguerrida e trabalhadora, que busca um futuro melhor!