Site Autárquico Silves

Alcantarilha e Pêra

Alcantarilha

 
Foi elevada a vila no ano de 1999 e dista de Silves cerca de 11 km. Ergue-se numa pequena colina, o que lhe confere um aspecto bastante pitoresco. A ocidente passa a ribeira com o mesmo nome, nome esse, nitidamente de origem árabe, proveniente da palavra "Al-Qântara" que significa "ponte". Assim, "Alcantarilha" significaria - "a pontezinha". Parece-nos pois indubitável a origem árabe desta povoação.

Em meados do século XVI terá sido construída uma muralha para proteger a povoação de ataques piratas. Dois séculos depois, a pedra do baluarte era utilizada para construção da ponte sobre a ribeira e nos anos 30 ainda havia vestígios consideráveis de tal estrutura, que hoje se encontra irremediavelmente reduzida.

Em termos de património edificado merecem destaque a Igreja da Misericórdia, a Capela de N. Sr.ª Carmo, a Igreja Matriz e a sua Capela dos Ossos e ainda o conjunto agrícola da Quinta do Rogel, classificado e em vias de recuperação. 

A Vila de Alcantarilha conta hoje com cerca de 3000 habitantes e a agricultura continua a ter uma maior relevância face às outras áreas de actividade económica.

 

 

 

Pêra 

Vila situada a cerca de 12 km da sede do concelho. A sua população rondará hoje os 2000 habitantes e originalmente chamou-se "Pêra de Cima" para distinguir de Armação de Pêra que se denominava então, "Pêra de Baixo". Aqui habitavam os pescadores que efectuavam as suas armações de pesca no litoral próximo.

Ao longo dos séculos a história de Pêra surge íntima e inevitavelmente ligada a Armação de Pêra. No século XVII, floresceu em Pêra a família dos Galegos, de onde saiu o governador da fortaleza de Armação de Pêra, mandada edificar pelos seus antepassados contra assaltos de piratas.

Na sede de freguesia, possui duas igrejas, a Paroquial e a de S. Francisco. Na primeira o destaque vai para os azulejos historiados, os retábulos barrocos do altar-mor, das capelas laterais ou da sacristia, representativos da talha dourada nacional, ou ainda para o cadeiral do coro; na de S.Francisco, mais uma vez a talha dourada do séc. XVIII, os alçados pintados na capela-mor, as telas do conhecido pintor algarvio, Rasquinho. Esta última oferece uma magnífica varanda de onde se pode desfrutar de belas paisagens e de onde o mar e os campos se perdem de vista.

O traçado urbano caracterizado por ruelas muito estreitas e becos, revela-se muito antigo, alguns edifícios do século XIX, ou inícios do século XX, demonstram alguma preocupação com questões de índole estética, o que confere a esta pequena povoação uma beleza singular. Bem perto os areais e as dunas da imensa Praia Grande e a riqueza faunística da Lagoa dos Salgados e da foz da Ribeira de Alcantarilha, outrora local de povoamento pré-histórico.