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Nos Bairros Caixa D’Água e SAAL » CÂMARA MUNICIPAL DE SILVES IMPLEMENTA PROJETO “O BAIRRO É MEU”

O Bairro é meu

Educação

10 de julho de 2018

A Câmara Municipal de Silves (CMS) é uma das instituições que compõe um consórcio que está a implementar o projeto - “O Bairro é Meu”, destinado a apoiar a integração e valorização o Bairro da Caixa D’Água e o Bairro SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local), ambos localizados na cidade de Silves. Após a assinatura do Contrato Local de Segurança, no passado dia 27 de abril de 2018 com a Secretária de Estado da Administração Interna, a mesma lançou o desafio a este consórcio para se candidatar ao programa Escolhas, promovido pela Presidência do Conselho de Ministros e integrado no Alto Comissariado para as Migrações – ACM, IP.

O Escolhas é um programa governamental de âmbito nacional, criado em 2001, promovido pela Presidência do Conselho de Ministros e integrado no Alto Comissariado para as Migrações – ACM, IP, cuja missão é promover a inclusão social de crianças e jovens de contextos socioeconómicos vulneráveis, visando a igualdade de oportunidades e o reforço da coesão social.

De referir que o Bairro da Caixa D’Água surgiu nos anos 70 para realojar os portugueses vindos das ex-colónias e, aos poucos, foi-se tornando um Bairro Social que se albergava famílias com menores recursos económicos, consequentemente, com menores possibilidades de aquisição ou arrendamento de habitação própria. Estas habitações foram propriedade do IGAPHE até 2003, altura em que foi realizada a transferência patrimonial para a Câmara Municipal de Silves.

Por sua vez, o Bairro SAAL de Silves, também designado Bairro do Progresso, resultou do programa de apoio à habitação, criado após o 25 de Abril de 1974. Objeto de autoconstrução dos moradores, este bairro apenas viu a sua situação regularizada em 2011, data em que os moradores passaram a ser proprietários das casas que haviam construído e pago. De facto, apenas em 2005, é que o Município reuniu as condições legais (expropriação, registo, operação de loteamento e constituição de propriedade horizontal) para conseguir regularizar todo o bairro.

Esta marca de “bairros sociais” promoveu nos seus moradores uma imagem de uma certa marginalização, que se pretende reverter com a implementação deste projeto. A promoção do sucesso educativo das crianças e jovens ali residentes e a participação cívica e responsabilização comunitária é um dos objetivos a promover, procurando-se desse modo, o “empowerment” de todos, tornando-os agentes de mudança do seu próprio processo de autonomização.

«Não podemos olhar a construção da cidade como um espaço compartimentado, “ghetizado”, entre aqueles que tiveram mais oportunidade e singraram e todos os outros que, por força de muitas circunstâncias são atirados para os arrabaldes. Trata-se, no meu entender, de voltar a fazer de todos os espaço/bairros da cidade, uma só cidade», diz Rosa Palma, Presidente da CMS, a propósito desta iniciativa.

O projeto, que agora está a iniciar-se, pretende a valorização do espaço e das pessoas, com a introdução de várias inovações, como a remodelação do complexo desportivo, a criação de um parque infantil e um espaço workout, a dinamização de eventos desportivos e a promoção de cursos que permitam a integração no mercado de trabalho, sempre trabalhando para promover o combate ao insucesso escolar, o combate à info-exclusão, o acesso ao emprego e de desenvolvimento de competências e saberes que constituam vantagens para a integração social e profissional.

«Cada vez mais temos que compreender que não podemos estar bem se, na mesma cidade onde vivemos há quem não tenha casa, alimentação condigna, acesso a saúde e educação, entre tantos direitos que a nossa Constituição nos garante», diz a autarca Silvense e reforça: «Este poderá ser um pequeno passo na direção a uma maior integração de todos, muitos poderão até dizer que se trata de uma simples gota de água, mas como dizia Madre Teresa de Calcultá: “Somos apenas uma gota de água no oceano, mas sem uma gota o oceano seria mais pobre”».

Consórcio das entidades:
• Município de Silves/Câmara Municipal de Silves – entidade promotora;
• Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Silves – entidade gestora;
• Comissão de Proteção e Crianças e Jovens de Silves;
• Junta de Freguesia de Silves;
• Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Silves;
• Instituto Religioso do Sagrado Coração de Maria – Silves;
• Agrupamento de Escolas de Silves;
• Instituto de Emprego e Formação Profissional – Pólo de Formação de Silves;

Entidades Parceiras:
• Centro de Saúde de Silves;
• Amigos dos Pequeninos de Silves - IPSS;
• Silves Futebol Clube;
• Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Silves;
• Delegação de Silves da Cruz Vermelha;
• Associação de Reformados e Pensionistas de Silves;
• Grupo Desportivo e Cultural do Enxerim;
• CAFAP – IPSS “Castelo dos Sonhos”
• Sociedade Filarmónica Silvense;
• Agrupamento 181 do CNE - Silves;
• Conferência de Santo Agostinho da Sociedade São Vicente de Paulo – Silves;