Do programa constam a Sinfonia Nº 104 em Ré Maior Londres, de Joseph Haydn (quatro andamentos: I. Adagio – Allegro; II. Andante; III. Menuetto – Allegro; IV. Finale Spirituoso) e a Sinfonia Nº 4 em Lá Maior, Op. 90, Italiana, de Felix Mendelssohn (atambém, com quatro andamentos: I. Allegro; II. Andante; III. Com moto moderato; IV. Presto).
João Tiago Santos, que dirigirá a Orquestra, é finalista do curso de Direcção de Orquestra no Conservatório de São Petersburgo, na classe do maestro Vassily Sinaisky. Participou em masterclasses com Kurt Masur, Jorma Panula, Victor Yampolsky e Osvaldo Ferreira.
Apresenta-se regularmente em concertos em várias cidades da Rússia e Brasil, tendo dirigido a Orquestra Sinfónica Kapella de S. Petersburgo, Orquestra Sinfónica de Estado de S. Petersburgo, Orquestra Sinfónica de Tomsk (Sibéria), Orquestra de Câmara de Arkhangelsk e as orquestras sinfónicas dos festivais de Campos do Jordão e Curitiba.
Enquanto maestro de ópera, dirigiu Così fan tutte e Die Zauberflote de Mozart e Eugene Onegin de Tchaikovsky.
Desde 2007, João Santos tem desenvolvido com a Embaixada de Portugal em Moscovo e o Instituto Camões projectos de divulgação da música portuguesa na Rússia. Estes projectos têm trazido música coral e sinfónica portuguesa a diversas cidades como Moscovo, S. Petersburgo, Tomsk e Arkhangelsk.
Em Portugal, João Santos foi membro do Coro Gulbenkian entre 1997 e 2004 e maestro assistente da Orquestra do Algarve (2004).
A Orquestra do Algarve (OA) estreou-se no Festival Internacional de Música do Algarve em 2002. Criada ao abrigo de um programa promovido pelo Ministério da Cultura, tem como fundadores, além da Região de Turismo e da Universidade do Algarve, um núcleo de autarquias algarvias: Albufeira, Faro, Lagos, Loulé, Portimão e Tavira. Os municípios de Alcoutim, Castro Marim, Olhão, Lagoa, S. Brás de Alportel, Vila Real de S. António, Silves e Vila do Bispo, juntamente com o Governo Civil de Faro e a Direcção Regional de Educação do Algarve tornaram-se, entretanto, associados.
A OA é composta por músicos seleccionados em concurso público internacional, reunindo cerca de 17 nacionalidades diferentes. Destinada a dotar a Região de uma estrutura cultural de elevado nível artístico, desenvolve uma actividade multifacetada, com programação destinada às populações locais e turistas. Promove também acções pedagógicas, junto de camadas escolares, e formativas, para jovens músicos.
O então Maestro Titular e Director Artístico, Álvaro Cassuto, teve um papel fundamental na constituição da sua formação, mantendo a sua ligação a esta Orquestra até Julho de 2008, na posição de Principal Maestro Convidado.
No seu currículo, constam apresentações nos principais palcos nacionais, como o Teatro S. Luiz, Sala do Senado da Assembleia da República, Teatro D. Maria II e Culturgest. Foi convidada, em 2007, para protagonizar o concerto de celebração da assinatura do Tratado de Lisboa. Neste último, a OA levou à capital um novo conceito que já tinha apresentado em Albufeira, na Praia dos Pescadores: a edição dos “Sons Ardentes”, um inovador espectáculo que combina a pirotecnia e a música clássica tocada ao vivo, tem brindado o público algarvio anualmente, no mesmo local, com sucesso cada vez mais reconhecido. Em 2008, com a ópera “O Elixir d’ Amor”, uma produção da Fundação INATEL/Teatro da Trindade, percorreu as salas do Teatros da Trindade e das Figuras, Coliseu do Porto, e dos Centros Culturais de Caldas da Rainha e Guimarães. 2009 foi o ano em que a OA estreou mais um conceito inovador, com o apoio institucional da DREALG e da autarquia de Portimão e o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos; o “Mega Concerto Promenade para Escolas”, com a participação especial do cantor André Sardet, foi um grandioso espectáculo para cerca de 3.500 alunos, professores e educadores do concelho de Portimão. Em Janeiro de 2010, a OA viajou, pela primeira vez, ao Açores, para uma grandiosa actuação em conjunto com o Coral de São José, no Teatro Micaelense, onde estiveram em palco mais de cem músicos.
A nível internacional, a OA realizou, em 2004, a sua primeira digressão, marcando presença em Itália e Espanha. Desde então, capitais europeias como Bruxelas (2006), Viena de Áustria (2007) e Londres (2008) foram palco de concertos entusiasticamente aplaudidos por público e crítica. A convite da Orquestra de Extremadura, seguiu-se uma nova digressão por Espanha (2008), passando por Cáceres, Badajoz, Mérida e Plasência.
O seu repertório discográfico é composto de obras de Joly Braga Santos, João Domingos Bomtempo, Mozart, Juan C. Arriaga, entre outros, para etiquetas como a Naxos (“a mais vendida no Mundo”, segundo o New York Times), a Marco Polo e a Numérica.
Durante a sua relevante actividade cultural, a Orquestra do Algarve tem sido dirigida por maestros de envergadura internacional, como Joji Hattori, Wolfgang Czeipek, Thomas Kalb, Joel Levine, Nino Lepore, Alexander Polishchuk, Stuart Stratford, Nikolay Lalov, Laurent Wagner, Jesus Amigo, Vasily Petrenko, Josep Caballé-Domenech, entre outros, e contou já com a colaboração de vários maestros portugueses, tais como Osvaldo Ferreira, Cesário Costa, Vasco Pearce de Azevedo, Joana Carneiro, Ferreira Lobo e Alberto Roque e ainda, como maestros estagiários, António Sérgio Ferreira e João Tiago Santos. Destaque também para a colaboração com solistas de renome como Ingeborg Baldaszti, Mário Laginha e Bernardo Sassetti, Artur Pizarro, Maria Orán, Pedro Burmester, Sequeira Costa, Ana Quintans, Fernando Guimarães, Luís Rodrigues, Mário Alves, Ana Ester Neves, Dora Rodrigues, Lara Martins, Elisabete Matos, Patrícia Kopatchinskaja, Ute Lemper, Ruth Ziesak, entre muitos outros.
Actualmente, Osvaldo Ferreira acumula as funções de Maestro Titular e Director Artístico, enquanto Alexandre Delgado é Compositor Associado da OA.
A crítica especializada é unânime nas apreciações quanto à qualidade artística desta Orquestra, reafirmando, cada vez mais, o seu lugar no panorama da música clássica.